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Atos e paralisações que retomam as mobilizações ocorrem na véspera do prazo para que governo envie proposta de Lei Orçamentária ao Congresso Nacional
Servidores do Judiciário Federal de todas as regiões do país fazem, nesta segunda-feira (30), uma jornada de manifestações e paralisações que tem como alvos defender o PCS-4 e forçar o governo a incluir a previsão de recursos para o projeto na Lei Orçamentária de 2011 (LOA).
O segundo dia de protestos nacionais da categoria após a suspensão da greve, que contestam a ameaça de congelamento salarial, acontecerá na véspera da data em que o governo Lula deverá enviar ao Congresso Nacional a proposta orçamentária para o ano que vem (LOA).
Estão previstas paralisações de 24 horas na Bahia, Alagoas e São Paulo. Em outros estados, haverá paralisações de algumas horas e/ou atos públicos. Segundo quadro inicial publicado pela federação nacional (Fenajufe) e por sindicatos, até a tarde da sexta-feira (27) os sindicatos de 15 estados já haviam confirmado a participação nos protestos: São Paulo (Sintrajud), Bahia (Sindjufe), Alagoas (Sindjus-AL), Paraná (Sinjutra), Rio Grande do Sul (Sintrajufe), Rio de Janeiro (Sisejufe), Santa Catarina (Sintrajusc), Mato Grosso (Sindijufe), Pernambuco (Sintrajufe-PE), Piauí (Sintrajufe), Maranhão (Sintrajufe-MA), Amazonas e Roraima (Sitraam/RR), Acre e Rondônia (Sinsjustra).
As atividades desta segunda-feira buscam rearticular a luta nacional pela aprovação dos projetos que revisam os planos de cargos e salários do Judiciário Federal e do MPU. De acordo com a orientação aprovada pelos dirigentes da federação, que se reuniram na semana passada, nos dias subsequentes aos atos, os sindicatos devem realizar assembleias nos estados para avaliar a possível retomada da greve ainda em setembro.
Toda essa movimentação responde a uma constatação que preocupa dirigentes sindicais que vêm acompanhando as negociações em Brasília: embora a inclusão da previsão do PCS no orçamento não seja imprescindível para aprovar os projetos, a resistência do governo a acatar a proposta orçamentária enviada pelo Poder Judiciário gera incertezas e sinaliza o que pode acontecer após as eleições.
Por Hélcio Duarte Filho Luta Fenajufe Notícias Segunda-feira, 30 de agosto de 2010
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