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Trabalhadores do Judiciário Federal e do Ministério Público da União que acamparam em frente ao Supremo Tribunal Federal decidiram, ao final da tarde da quinta-feira (15), encerrar a manifestação e retornar a seus estados. Levam na bagagem lembranças de um protesto que, avaliam, entrará para história da categoria e que deu um fôlego a mais na luta contra o congelamento salarial, nesta reta final de votação da Lei Orçamentária da União para 2012 (LOA).
Os servidores decidiram levantar acampamento após uma assembleia concluída por volta das 17 horas. Logo em seguida, o desmonte das barracas foi iniciado. Os trabalhadores da caravana do sindicato de São Paulo (Sintrajud), a que participou em maior número e bancou a estrutura junto com a federação nacional (Fenajufe), embarcaram cerca de uma hora depois no ônibus que os levaria de volta para casa, numa viagem que durou cerca de 15 horas.
“Conseguimos ser notados” Os participantes da atividade inédita nos gramados do Supremo, numa área que fica a menos de 500 metros tanto do Palácio do Planalto quanto do Congresso Nacional, deixaram o local satisfeitos com o resultado do protesto, mas também conscientes de que a batalha para garantir recursos para os planos de cargos e salários segue muito difícil. “Achei muito bom [o acampamento no STF], nunca tinha acontecido. Acho que a gente conseguiu chamar a atenção, conseguiu ser notado, conseguiu sair no jornal. Chamou a atenção do STF, do Congresso e do governo”, avalia Mara Helena, servidora da Justiça Federal de São Bernardo, destacando a audiência ocorrida com o presidente do STF, Cezar Peluso, apenas a terceira desde que ele assumiu o cargo, no primeiro semestre do ano passado. “Não avançamos muito, eles [deputados] continuam só fazendo promessas, mas nem isso tinha mais”, concluiu.
Marcou o fim do acampamento uma queima de fogos em plena Praça dos Três Poderes. Pouco antes disso e bem próximo dali, a presidente Dilma Rousseff participava de uma rápida solenidade na rampa do Palácio do Planalto. Alguns servidores se dirigiram para lá e chegaram a gritar para tentar chamar a atenção para as reivindicações da categoria. “Disse que somos do Judiciário e estamos acampados no STF e ela me acenou, acho que ela ouviu sim”, conta Mario Camarão, do TRF de São Paulo.
Pela manhã deste mesmo dia, os trabalhadores levaram à Comissão Mista de Orçamento abacaxis para dar aos deputados, em mais um ato pelo PCS. A comissão concluiu a votação dos dez relatórios setoriais da Lei Orçamentária, que não fazem referências a questões salariais. Pouco depois, à tarde, os deputados e senadores votaram também o PPA (Plano Plurianual), relacionado à previsão de arrecadação e despesas da União ao longo de quatro anos. O texto final aprovado não prevê os projetos do Judiciário e do MPU, mas traz um item que dá ao relator-geral da LOA liberdade para incluí-lo em seu parecer. A apresentação do relatório-final da Lei Orçamentária e a sua votação estão previstas para semana que vem, quando representantes da categoria de diversos estados devem voltar a Brasília para dar sequência à pressão sobre os parlamentares.
Sindjufe/MS, com informações do Luta Fenajufe Notícias
É para fazer a análise desse difícil cenário e perspectivas sobre os rumos da luta pela aprovação do PCS, que o Sindjufe/MS convoca todos os servidores.
Esse não é o momento de ficarmos entristecidos e desacreditados, mas sim, de arregaçarmos as mangas, recuperar a garra e a força interna que cada um possui, para somar nossas forças numa luta que, também, entrará para a história.
TRE
19/12, com concentração a partir das 13 horas. Assembleia às 13h15min.
É por isso que o SINDJUFE/MS reforça o convite:
COMPAREÇA AOS ATOS E ASSEMBLEIAS, TRAZENDO OUTROS SERVIDORES TAMBÉM!
VOCÊ É O MAIOR INTERESSADO E SUA PRESENÇA PODE FAZER A DIFERENÇA
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