Publicação: 15/02/2012 08:27 Atualização:
Inconformados com a falta de definição de um nome para assumir as negociações salariais e com a sinalização do governo de que não há espaço para reajustes neste nem no próximo ano, os servidores públicos federais decidiram ir para as ruas. A decisão ocorre no mesmo dia em que serão anunciados cortes de R$ 45 bilhões a R$ 50 bilhões no Orçamento. Reunidos em 30 centrais sindicais, funcionários do Executivo, do Legislativo e do Judiciário iniciam hoje, às 10h, a Campanha Salarial 2012. Eles prometem não dar trégua à presidente Dilma Rousseff e aos seus ministros até conseguirem uma proposta concreta de melhorias.
A estimativa é de que, hoje, 2 mil pessoas participem da mobilização na Esplanada dos Ministérios. Contudo, para a marcha nacional marcada para 28 de março, a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) espera reunir 15 mil manifestantes. Tanta revolta resulta da percepção de que Dilma está mesmo disposta a arcar com o custo político de bater de frente com o funcionalismo. Apesar das negativas, os servidores já avisaram que, se nada acontecer em um mês e meio, eles vão radicalizar e trabalhar para realizar uma greve geral. “O prazo é 30 de março. Fizemos um acordo no ano passado para continuar as negociações e queremos uma resposta”, reclamou Josemilton Costa, secretário-geral da Condsef.
O sindicalista explicou que a principal preocupação das categorias é a falta de um interlocutor no governo. Desde a morte do secretário de Recursos Humanos Duvanier Paiva Ferreira, vítima de um infarto em 19 de janeiro, a administração pública fechou as portas para o diálogo com os sindicatos. “Nas conversas com o Ministério do Planejamento, a informação que tivemos foi de que, enquanto não houver um substituto (para Duvanier), as negociações estão suspensas. No entanto, não estamos tratando com uma pessoa, mas sim com o governo”, criticou Costa.
A matéria completa você lê na edição impressa desta quarta-feira (15/2) do Correio Braziliense
A estimativa é de que, hoje, 2 mil pessoas participem da mobilização na Esplanada dos Ministérios. Contudo, para a marcha nacional marcada para 28 de março, a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) espera reunir 15 mil manifestantes. Tanta revolta resulta da percepção de que Dilma está mesmo disposta a arcar com o custo político de bater de frente com o funcionalismo. Apesar das negativas, os servidores já avisaram que, se nada acontecer em um mês e meio, eles vão radicalizar e trabalhar para realizar uma greve geral. “O prazo é 30 de março. Fizemos um acordo no ano passado para continuar as negociações e queremos uma resposta”, reclamou Josemilton Costa, secretário-geral da Condsef.
O sindicalista explicou que a principal preocupação das categorias é a falta de um interlocutor no governo. Desde a morte do secretário de Recursos Humanos Duvanier Paiva Ferreira, vítima de um infarto em 19 de janeiro, a administração pública fechou as portas para o diálogo com os sindicatos. “Nas conversas com o Ministério do Planejamento, a informação que tivemos foi de que, enquanto não houver um substituto (para Duvanier), as negociações estão suspensas. No entanto, não estamos tratando com uma pessoa, mas sim com o governo”, criticou Costa.
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Fonte: Correio Braziliense



